ALPB inicia trabalhos de 2020 com mensagem do governador e intensifica foco na relação com paraibanos

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) iniciou, nesta quarta-feira (5), a 2ª Sessão Legislativa da 19ª Legislatura. O presidente da Casa de Epitácio Pessoa, Adriano Galdino, anunciou que o parlamento estadual, em 2020, manterá o foco na proximidade com a população paraibana, através de eventos itinerantes, na eficiência da produção de matérias e na transparência pública.

Adriano Galdino afirmou que o trabalho do Poder Legislativo continuará sendo feito com o objetivo de trazer benefícios à população. Segundo o presidente, o foco também será em medidas que visam mais transparência para as ações da Casa. “Tivemos o ano de 2019 de muita produtividade e muito compromisso com a Paraíba. Os deputados demonstraram muito trabalho e determinação. Este ano não será diferente. Nós queremos competitividade, eficiência e transparência”, ressaltou.

Adriano Galdino garantiu pautar mais um ano de gestão na modernização do Legislativo Estadual, além da interação com os demais poderes. O deputado agradeceu aos parlamentares pela confiança e garantiu que permanecerá mantendo a boa relação com todos. “Vamos procurar o diálogo permanente com os poderes, pois são independentes e harmônicos, por isso precisamos estar juntos dialogando, ouvindo e aprendendo para que possamos enfrentar e solucionar os problemas do nosso estado”, disse.

O presidente disse ainda que a Casa continuará a realizar sessões itinerantes em todo o Estado para mostrar à população a função da Assembleia. “Esse ano estaremos presentes em diversas regiões do estado, com as sessões itinerantes para prestar conta do nosso trabalho e para que o povo paraibano conheça de perto o trabalho dos deputados”, afirmou o parlamentar.

Durante discurso, Galdino parabenizou os estudantes da Escola do Legislativo da Paraíba (Elegis) e destacou que este ano ocorreu uma aprovação recorde. Foram aprovados 60 % dos alunos do cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Fico muito feliz em ver o curso do Poder Legislativo aprovar tantos alunos, com tanta eficiência, inclusive dois em medicina, um em sétimo lugar. Fico feliz porque sou fruto da educação e tenho muita consciência de que a arma que o pobre tem na vida é o saber, é o conhecimento”, comemorou.

Já o governador João Azevêdo, em sua MENSAGEM AO PODER LEGISLATIVO, destacou que o Governo do Estado tem procurado caminhar ao lado da população e, segundo ele, o parlamento estadual, como representante do povo, tem acompanhado as ações desenvolvidas pela gestão nos âmbitos da Educação, Saúde, Segurança Pública e o desenvolvimento humano.

“Contamos com esta Casa para muito mais realizações que tragam desenvolvimento ao Estado. O Poder Legislativo se materializa por meio da força das decisões de deputados e deputadas eleitos pela população, para que se estabeleça na convergência dos Poderes o necessário pacto pela governabilidade”, pontuou o chefe do Executivo estadual.

De acordo com João Azevêdo, o desenvolvimento da Paraíba em 2020 está assegurado com a aprovação da proposta orçamentária pelo Poder Legislativo. “A conquista da governabilidade pactuada com a Assembleia Legislativa é necessária para que possamos, através da estabilidade política, social, financeira e de gestão, continuarmos criando oportunidades para todos em nosso território. O financiamento de uma ação com planejamento e integrada de longo alcance já está assegurado, pois esta Casa aprovou a nossa proposta orçamentária a ser investida ao longo de 2020 em ações que fomentem o desenvolvimento”, analisou o governador.

Além da presença dos demais deputados e secretários estaduais, também estiveram na solenidade o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Márcio Murilo; o representante do Ministério Público da Paraíba (MPPB), sub-procurador geral de Justiça Álvaro Gadelha Campos; o defensor geral do Estado, Ricardo Barros; e o vice-presidente da Ordem do Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), João de Deus.

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Fundação João Mangabeira e NSB abrem inscrições para o Curso Promoção da Igualdade Racial

Estão abertas as inscrições para o Curso Promoção da Igualdade Racial: perspectivas, reflexões e desafios 2020. Oferecido gratuitamente, o curso tem carga horária de 100 horas e faz parte da Formação Política da Negritude Socialista Brasileira (NSB) iniciada em 2017, além disso, será realizado na modalidade à distância (EAD), com atividades semanais, composto por videoaulas, a Coleção de 3 livros com aportes teóricos lançado em 2019 pela NSB e pela Fundação João Mangabeira (FJM), material de apoio complementar e Professor-Tutor responsável pelo gerenciamento e acompanhamento das atividades no Ambiente Virtual de Aprendizagem.

As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de fevereiro, com vagas limitadas e sem prorrogação, através do preenchimento correto do formulário disponibilizado no site da Fundação João Mangabeira: http://www.fjmangabeira.org.br/promocao-da-igualdade-racial-2020.

As aulas terão início no dia 02 de março e se estendem até o dia 30 de agosto deste ano. Dentre os requisitos necessários estão: dedicação de uma hora diária de estudos, no seu tempo e onde você estiver; conhecimentos básicos em informática e familiaridade com a internet.

O curso tem os seguintes objetivos: instrumentalizar o militante socialista negro e não negro com conhecimentos fundamentais para uma compreensão consistente da realidade política, econômica, eleitoral e social que lhe circundam; ampliar conhecimentos em nível de empoderamento do povo negro; conhecer a estrutura e a formação político-econômica da sociedade brasileira a partir do trabalho escravocrata no qual os ancestrais da população negra foram protagonistas da formação econômica do Brasil; incentivar a população negra a assumir a vida pública como um espaço de poder e participação democrática.

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Ato público contra a Reforma da Previdência de João Azevêdo acontece nesta terça-feira

Cerca de vinte categorias de servidores públicos estaduais estarão presentes em frente à ALPB, nesta terça-feira (4), a partir das 9h, para protestar contra a Reforma da Previdência Estadual, prevista para ser votada após a abertura dos trabalhos da Casa Legislativa.

Além das categorias que se unirão ao movimento nesta terça-feira (4), já se encontram em greve contra a Reforma os servidores da FUNDAC e da educação. O maior questionamento dos servidores é que não houve diálogo para apresentar a proposta, que tramita em caráter de urgência urgentíssima na ALPB. Estão previstas a participação de servidores do segmento de segurança pública, saúde, educação, judiciário, fisco, entre outras.

De acordo com o secretário de organização e política sindical da CUT-PB, Paulo Tavares, o objetivo do ato público é sensibilizar os deputados e a sociedade de que o atual projeto apenas retira os direitos dos servidores sem ter sido dialogado previamente. “Vamos mostrar aos parlamentares e à população em geral que somos contra a Reforma da Previdência da maneira que está sendo apresentada. O setor público quer continuar oferecendo um serviço de boa qualidade ao povo paraibano”, ressaltou o dirigente da CUT-PB, que também é secretário de organização do Sintep, entidade representativa da educação, que se encontra em greve contra a reforma.

A proposta de reforma encontra-se tramitando desde o início de dezembro, remetida pelo Poder Executivo. Para a presidente da ASPOL-PB, Suana Melo, é difícil entender o porquê de se pautar o projeto de forma repentina. “Precisamos que os deputados conheçam aquilo que pode ser melhorado nesse texto. As categorias querem contribuir com a melhoria dessa reforma de modo que ela seja aprovada dentro das limitações, sem fazer com que os profissionais percam direitos”, pontuou Suana.

A manifestação deve se estender durante o dia na ALPB, a fim de que os parlamentares recebam as entidades e para que o presidente da Casa, deputado Adriano Galdino, crie uma comissão técnica para discutir algumas melhorias nessa reforma junto com o Fórum dos Servidores.

O Fórum dos Servidores vem reivindicando informações sobre como está a PBPrev atualmente e qual a real necessidade de realizar a Reforma da Previdência Estadual sem antes dialogar com os servidores. Com intuito de garantir a transparência do processo e acesso aos dados da PBprev, o Fórum está buscando dados sobre receita, déficit (se houver), cobrança dos inadimplentes, dívidas, empréstimos efetuados e possibilidades de novas formas eficazes de financiamento da previdência estadual. O Governo, no entanto, não apresentou nenhum dado oficial. “Precisamos saber realmente qual a situação da Paraíba, até porque o Governo do Estado tem recebido prêmios por boa gestão e por equilíbrio fiscal. Não entendemos por que agora a situação vem se propagando com o argumento de que existe um déficit”, finalizou Suana.

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EDIFÍCIO CONCORDE: Caso do dinheiro voador que investiga Cássio corre em segredo de Justiça e Moro pode prescrever

Era a primeira sexta-feira do mês de outubro de 2006. A avenida Epitácio Pessoa vivia a agitação dos finais de tarde. Dali a dois dias, ocorreriam as eleições para governador da Paraíba.

De repente, quem se aglomerava nos pontos de ônibus em frente a um grande supermercado da capital paraibana viu uma caixa e um saco voarem de uma janela do primeiro andar do Edifício Concorde e pousarem na cobertura do estacionamento do prédio.

Fiscais da Justiça Eleitoral que estavam no local averiguando uma denúncia de crime eleitoral foram alertados por populares do ocorrido e foram averiguar.

Ao abrirem a caixa, os fiscais encontraram centenas de contas de água e energia elétrica, além de títulos eleitorais e camisetas da campanha do candidato à reeleição para o governo da Paraíba, Cássio Cunha Lima.

Quando abriram o saco, os fiscais tomaram um susto: dentro dele havia 6.085 notas de R$ 50,00: R$ 304.050,00 ao todo!

NEGÓCIOS E NEGOCIANTES

Os fiscais descobriram que o saco e a caixa haviam sido jogados da janela da sala 103, cujo proprietário, o empresário Olavo Cruz de Lira, prestava serviços de locação de automóveis ao governo Cássio.

Segundo matéria publicada no Blog do Pedro Marinho de 2014, a empresa de Olavo tinha um contrato de locação com a Secretaria de Administração do Estado.

Segundo o inquérito da Polícia Federal sobre o caso que ficou conhecido como dinheiro voador, alguns automóveis usados na campanha de Cássio – uma Ranger, usada por Ronaldinho Cunha Lima, um Astra, por Savigni Cunha Lima, ambos irmãos do então governador e candidato à reeleição, além de um Corsa, que foi entregue à empresa responsável pelo guia eleitoral, a eterna Mix – família é família, sabe como é…

Além disso, a PF descobriu que boa parte do dinheiro apreendido naquela tarde na sala 103 do Edifício Concorde saíram de contas bancárias de outros dois empresários empresários cariocas: Fernandes Salles Teixeira de Melo e Olímpio Uchoa Viana. Esses dois empresários eram ou ainda são ligados à empresa Tetto Gestão de Recebíveis Ltda.,empresa para quem o governo Cássio vendeu créditos imobiliários da CEHAP e do IPEP.

Matéria da Folha de São Paulo de 11 de abril de 2008 (abril de 2008!) mostra que investigação da PF sobre o caso apontou um deságio de 86% nessa operação – ou seja, se para cada R$ 100,00 que o governo tinha a receber dos mutuários, a Tettopagou R$ 14,00 por eles! Os créditos a receber tinham o valor total de R$ 329 milhões, e a Tetto pagou R$ 47,1 milhões, exatos 14% do total. Dilapidação do patrimônio público para resolver problema de caixa! Eis como a Paraíba era governada!

Segundo a Folha, a PF concluiu que os depósitos, que totalizaram R$ 200 mil, foram transferidos por Olímpio Vianna e Fernando Mello para a conta de Olavo Cruz de Lira de maneira pulverizada, em várias agências bancárias, com a “clara intenção de fugir do controle” da fiscalização – a mesma receita adotada por Fabrício Queiroz, o laranja da família Bolsonaro, para lavar dinheiro.

A esposa do empresário Olavo Cruz Lira, Carla Renata Perazzo Lira, recebeu um depósito de R$ 30 mil reais. Carla, segundo informa o Blog do Pedro Marinho, foi nomeada Assistente Parlamentar do Senado, em 2012 – adivinhem no gabinete de quem?

EM VALORES ATUALIZADOS: R$ 823.452,00 FORAM ENCONTRADOS NO EDÍFÍCIO CONCORDE

As investigações mostraram depois que as contas de água e energia estavam quitadas pela campanha do PSDB e o dinheiro dos sacos seria distribuído com eleitores.

A Justiça teve de autorizar mandado de busca e apreensão para que a PF entrasse na sala 103 do Concorde. Lá, foram encontrados no local mais R$ 102.870,00 em espécie. Além de computadores, mais contas de água e energia, material de propaganda eleitoral da campanha de Cássio Cunha Lima e notas de autorização de abastecimento.

As duas apreensões de dinheiro totalizaram R$ 406.920,00, em valores da época. Para termos uma noção mais precisa de valor – são quase 14 anos, – acessei a página da FEE – Fundação de Economia e Estatística, para fazer uma atualização do montante. Reajustado pelo INPC, os R$ 406.920,00 de 2006 correspondem, hoje, a R$ 823.452,00 (oitocentos e vinte e três mil, quatrocentos e cinquenta e dois reais)! Esse montante foi apreendido em apenas em um escritório.

Quantos escritórios como esses funcionaram durante às vésperas da campanha de 2006? Esse caso ficou conhecido como “dinheiro voador”. O dia em que choveu dinheiro na Paraíba

LÁ SE VÃO QUASE 14 ANOS

Estamos em janeiro de 2020.

A nossa justiça, tão rápida para denunciar, julgar e condenar o ex-presidente Lula, e determinar a prisão de um ex-governador, em ambos os casos baseado apenas em delação premiada, não conseguiu concluir sequer as investigações sobre esse caso, mesmo com tantas e incontestáveis provas dos vários crimes cometidos, não apenas eleitorais.

Em nove meses, Lula foi denunciado, julgado e preso. Em menos de um ano, foi pedida, e prontamente concedida, a prisão de um ex-governador e de várias outras pessoas, o que foi feito da maneira mais espalhafatosa possível, baseados, na maioria dos casos, em “provas” risíveis.

Até mesmo uma deputada estadual foi presa, mesmo quando a Constituição proibia. Estela Bezerra dormiu na prisão e foi obrigada a participar de uma audiência de custódia no dia seguinte à prisão, mesmo com a determinação da Assembleia para soltá-la.

É possível notar a diferença de tratamento?

A imprensa jamais noticiou sequer um depoimento, dos vários que Cássio deve ter dado à Justiça. Na Calvário, a imprensa noticiava buscas e apreensões enquanto elas estavam ocorrendo.

Como Cássio Cunha Lima é tucano, o caso do dinheiro voador dormiu todos esses anos nos escaninhos do STF. Cássio Cunha Lima terminou seu segundo governo e o mandato de senador, sem jamais ter sido julgado nas instâncias superiores.

MORO TAMBÉM ATUOU NO CASO

Você se surpreenderia se eu lembrasse que Sérgio Moro atuou nesse caso? No Supremo Tribunal Federal, o processo ficou sob a responsabilidade da ministra Rosa Weber. Um “detalhe” tornou-se muito relevante nesse processo: o então juiz federal Sérgio Moro atuava como juiz instrutor do caso. Tanto que em despacho do dia 3 de dezembro de 2012, Rosa Weber pediu que Moro tomasse algumas providências: “Atribuo ao Juiz Federal Sergio Fernando Moro, magistrado instrutor, os poderes previstos no referido dispositivo, para doravante praticar os atos ali previstos e ordinatórios quanto ao trâmite deste inquérito”. Confira o despacho de Rosa Weber clicando aqui).

Mesmo desemprego pelo povo, Cássio não tem o que temer: ele agora atua como lobista dos bancos junto ao Congresso.

Em fevereiro do ano passado, o processo foi encaminhado à primeira instância por conta da perda do foro privilegiado do ex-senador. Mas, quem quiser ter informações sobre o processo, não vai ter esse direito, porque, assim como acontece no caso de falsificação que envolve o radialista Nilvan Ferreira, o caso do dinheiro voador corre me segredo de Justiça.

Quem disse que a justiça é cega

Texto de Flávio Lúcio

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Câmara volta ao trabalho e cogita anular suspensão de Wilson Santiago

O Congresso inaugura nesta segunda-feira, o ano legislativo de 2020. Num instante em que se imaginava que os parlamentares dariam prioridade à agenda de reformas econômicas, a Câmara discute a hipótese de anular decisão do Supremo Tribunal Federal que afastou do exercício do mandato o deputado Wilson Santiago (PTB-PB). Ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção.

O afastamento do parlamentar foi determinado pelo ministro Celso de Mello, decano da Suprema Corte. A medida causou enorme incômodo na Câmara, sobretudo porque Wilson Santiago ainda não foi julgado. Numa reação corporativa e suprapartidária, muitos deputados avaliaram que a interrupção do mandato antes de uma condenação é uma providência draconiana demais.

No seu despacho, datado de 21 de dezembro, Celso de Mello anotou que Wilson Santiago “pôs seu mandato a serviço de uma agenda criminosa”. Considerou que havia o “concreto receio” de que o deputado voltasse a utilizar o cargo para a prática de crimes. Insinuou que a alternativa ao afastamento do mandato seria a prisão.

Celso de Mello anotou: “Necessária, pois, a imposição, ao deputado federal Wilson Santiago, da medida cautelar de suspensão preventiva do exercício do mandato legislativo […], em substituição à pretendida decretação de sua prisão cautelar, tendo em vista o concreto receio de que, se permanecer ele ‘in officio‘, continuará a valer-se do próprio mandato parlamentar para a prática dos ilícitos penais pelos quais está sendo investigado”.

Santiago foi pilhado numa operação batizada de Pés de Barro. Apura-se o envolvimento do deputado num esquema de superfaturamento e pagamento de propinas nas obras de construção de uma adutora no sertão da Paraíba. Negócio de R$ 24,8 milhões. Farejaram-se, por ora, propinas orçadas em R$ 1,2 milhão.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) discutirá com os líderes dos partidos a inclusão do afastamento do colega na pauta de votações do plenário da Câmara. Se quiserem, os deputados podem revogar a decisão de Celso de Mello. Informações de Josias de Souza, do UOL.

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Associação de policiais civis denuncia que João estaria negociando com sindicatos fantasmas

A presidente da ASPOL/PB, Suana Melo, esteve na manhã desta sexta-feira (31) na Rua Monsenhor Almeida nº 347, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa/PB, onde segundo inscrição na Receita Federal deveriam funcionar o Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil da Paraíba e o Sindicato dos Agentes de Investigação da Paraíba, desde 1º de abril de 1991. Ambos integram o ‘Fórum das Entidades de Segurança’ e estiveram em negociação com o governador João Azevêdo no dia 29 de janeiro, enquanto a ASPOL/PB que tem mais de MIL associados foi impedida de entrar por “decisão colegiada”, ninguém sabe de quem.

No endereço que consta no site da Receita, a ASPOL/PB constatou que as sedes das entidades não funcionam no local porque existe apenas uma casa abandonada. Não existe placa ou qualquer caracterização ou sinalização de um sindicato da segurança pública.

Suana Melo desafiou os presidentes dessas entidades a apresentarem seus quadros de filiados, registros de assembleias ou ações em defesa dos policiais civis da Paraíba em 29 anos de funcionamento, como consta a data do início das atividades. A presidente também alerta o governador sobre a participação desses dois sindicatos nas mesas de negociações.

Confira abaixo as entidades que deveriam funcionar no endereço que consta no site da Receita Federal:

Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil do Estado da Paraíba

Início de atividade: 1º de abril de 1991

Endereço: Rua Monsenhor Almeida, 347, Jaguaribe, João Pessoa/PB.

CNPJ: 35 506 716 0001 40

Responsável: EPC Arnaldo Coutinho de Oliveira

Sindicato dos Agentes de Investigação do Estado da Paraíba

Início de atividade: 1º de abril de 1991

Endereço: Rua Monsenhor Almeida, 347, Jaguaribe, João Pessoa/PB.

CNPJ: 35 506 732 0001 32

Responsável: APC Antônio Targino da Costa Neto

Federação dos Policiais Civis do Estado da Paraíba (criada a partir dos dois

sindicatos)

Início de atividade: 06/01/1991

Endereço: Rua Monsenhor Almeida, 347, Jaguaribe, João Pessoa/PB.

Responsável: Antônio Erivaldo Henrique de Sousa.

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Em live no Instagram e Facebook, Ricardo diz que áudios de delator foram editados para incriminá-lo

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) falou primeira vez ao público, na noite deste domingo (22), após a decretação de sua prisão preventiva – ele já está em liberdade por força de um habeas corpus acatado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) – , na sétima fase da Operação Calvário – Juízo Final. O líder socialista se manifestou por meio de live (transmissão ao vivo) em suas contas oficiais no Instagram e Facebook, após reportagem no programa Fantástico, da Rede Globo de Televisão, que tratou do seu envolvimento em suposto esquema de desvio de recursos públicos na saúde e educação.

Prisão arbitrária

Ao lado do professor e cientista político Flávio Lúcio, o ex-governador alegou que no decorrer do processo não existem críticas a sua gestão à frente do Governo Estadual, tampouco, da administração no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, cuja gestão foi pactuada com a Cruz Vermelha Brasileira, empresa do empresário Daniel Gomes, objeto principal da investigação da Operação Calvário. Ricardo Coutinho disse que teria problema em ser investigado por atos realizados no exercício do mandato, porém condenou o cerceamento de defesa.

“Se você observar não há uma única crítica à gestão. Como é que se teria no Estado uma organização criminosa agindo sem prejudicar os serviços públicos? Cadê concretamente a crítica sobre o serviço público? Eu acho que é um direito e um dever do Ministério Público investigar, não vejo nenhum problema nisso, e se encontrar provas contra alguém, provas reais, concretas e honestas, que faça o devido processo e a pessoa vá responder e pague!”, frisou.

Ricardo Coutinho afirmou ser pessoa idônea, se declarou vítima de perseguição política ‘violenta’, e disse que foi o pedido de prisão preventiva decretado pelo desembargador Ricardo Vital foi “arbitrário”.

“Não é possível que prisão preventiva se torne método de interrogatório. E se houvesse alguma prova concreta contra a minha pessoa, aí sim poderia iniciar o processo permitindo o contraditório e se houvesse provas, condenar. Mas, no Brasil estão criando uma espécie que está acima de todas as outras que é prender uma pessoa sem nenhuma prova”, disse.

Ainda segundo Ricardo Coutinho, “prendem por delação. Uma pessoa presa querendo a liberdade a todo custo ou temendo por um familiar seu, faz uma delação em busca de um benefício e coloca um alvo que normalmente se quebra”.

Ausência de contemporaneidade

Ricardo Coutinho ainda elogiou a decisão do ministro do STJ, Napoleão Maia, que concedeu o habeas corpus que culminou na sua liberdade. Segundo ele, o membro do Superior Tribunal de Justiça soube identificar a ausência de contemporaneidade no caso que envolveu seu nome.

“Você não tem os fatos ocorrendo naquele momento. Eu não era mais governador, nem tinha relação com o governador atual. Nós rompemos publicamente. Houve uma perseguição aos melhores quadros que o governo tinha, e, isso é público e notório, e, se forçou a barra para, talvez, o espetáculo de me ver preso para isso ter algum efeito, possivelmente, nas conjunturas políticas e nos debates políticos pelo Brasil a fora”, argumentou.

Gravações editadas

Ainda segundo Ricardo Coutinho, as  gravações apresentadas pelo empresário Daniel Gomes, ex-líder da Cruz Vermelha Brasileira, ao Poder Judiciário teriam sido editadas com o intuito de incriminá-lo. “Peço à Paraíba que antes de julgar, conheça os fatos. Hoje, na internet, todo mundo é um juiz. É preciso ter muito cuidado com isso. Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa correta”, disse.

Acusação de recebimento de propinas

O ex-governador também comentou sobre o trecho da delação do empresário Daniel Gomes, reproduzida no programa Fantástico, relativa ao repasse de propina no valor de 10% retirado do total acertado em valores por cada contrato firmado entre as organização social e o Estado. Segundo ele, se tratava de valor com destinação à entrada para a construção do Hospital Metropolitano de Santa Rita. As informações são do WSCOM.

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